segunda-feira, 14 de maio de 2012

Futsal


 
Histórico

Segundo Voser (1999) o futebol de salão nasceu nos anos 30 e foi criado na Associação Cristã de Moços de Montevidéu, no Uruguai, pelo então diretor de seu departamento de menores, professor Juan Carlos Ceriani.
Já autores como Teixeira Junior (1996) e Figueiredo (1996) defendem que o futsal surgiu no Brasil. Eles têm essa opinião, baseados em informações de brasileiros e também na tradição do Brasil no futebol. Mas essas informações não são confirmadas, pois alguns autores têm referencias que o futsal teve origem no Uruguai.
Segundo Tenroller (2004) o motivo que leva essa dúvida ocorre porque no Brasil a difusão do futsal ocorreu de forma rápida, principalmente a partir da ACM de São Paulo. Quando alguns brasileiros fizeram-se presentes na ACM do Uruguai, eles retornaram para trazer as primeiras regras lá organizadas por Ceriani.
Voser (2001) complementa ainda que as inúmeras conquistas que o Uruguai obteve na época, fizeram do futebol o esporte mais praticado naquele país; tanto por crianças como por adultos. Conseqüentemente, faltavam espaços e campos para a pratica do futebol. A solução encontrada foi a de improvisar locais menores como quadras de basquete e salões de baile.
Contudo, já que tal espaço era muito menor do que um campo de futebol, foi necessário algumas modificações no modo de jogar.
Segundo Voser e Giusti (2002) a diminuição da bola, da goleira e do número de jogadores foram algumas das modificações, as primeiras regras redigidas foram baseadas em alguns outros esportes como o futebol, jogado com os pés, do basquete foi aproveitado o tamanho da quadra, do pólo aquático foi o tamanho da goleira e a regulamentação do goleiro, e do handebol foi aproveitado a trave e a área.
As bolas utilizadas no futebol de salão eram de tipos diferentes de material, como a crina vegetal, a serragem e até de cortiça granulada, mas eram muito leves e quicavam demais, prejudicando o andamento do esporte, daí tiveram seu tamanho diminuído e o peso aumentado para daí se tornar o esporte da "bola pesada" como era chamado o esporte até pouco tempo atrás, pois o seu peso foi diminuído com o passar dos tempos, e como vamos ver na cronologia do futsal a seguir.
No Brasil, a prática do futsal tem início no final da década de 30, normas e regulamentos do futebol de salão escritos por Roger Grain em 1936.
Tenroller (2004, p.20) cita que;

"a prática dessa modalidade em nosso país começou a partir de meados de 1940 e não mais parou de crescer. Há estudos mencionados que em 1942 o futebol de salão que antes era praticado pelas crianças, já contavam com muitos adeptos entre os adultos".

Já na década de 50, há textos que identificam a ACM de São Paulo como a principal divulgadora do esporte no país, mas a primeira federação a ser criada em 1954 foi a do Rio de Janeiro, nesse mesmo ano só que alguns meses depois a Federação Mineira foi fundada.
Em 1955 foi fundada a Federação Paulista de futebol de salão, em 1956 foram lançadas varias federações como a Cearense, a Paranaense, a Baiana e a nossa Federação Gaúcha de futebol de salão. Em 1957 foram fundadas as Federações Catarinense e Potiguar, em 1959 a Sergipana, já na década de 60 foram fundadas as Federações Pernambucana, Brasiliense e Paraibana. Já na década de 70 a Sul-mato-grossense, a Mato-Grossense, a Acreana, a Piauiense, a Goiana e a Maranhense foram fundadas.
Na década de 80, a Amazonense, a de Rondônia, a do Pará, a Alagoana, a Capixaba, e a Amapaense foram criadas nessa década. As últimas federações filiadas a Confederação Brasileira foram as federações do Tocantins e de Roraima já na década de 90 foi realizada essa filiações, e completou a Confederação Brasileira de Futebol de Salão que foi fundada em 1979 tendo como presidente Aécio de Borba Vasconcelos que por sinal preside a CBFS até hoje, onde a confederação possui 27 federações, mais de 5.000 clubes filiados, com mais de 210.000 atletas inscritos em todas as federações.
O futsal é um esporte que está tão desenvolvido no país que todos pensam que sua origem foi o Brasil, e todo trabalho que a Confederação Brasileira tem feito para desenvolver o esporte, sua evolução em termos de regras, passa basicamente pelo objetivo de tornar o esporte olímpico, sendo que até hoje não é olímpico e esse é o grande desafio dos amantes do futsal.
O grande aliado das confederações é que o esporte se vinculou a FIFA, dando um grande passo para se tornar olímpico, isso pode ajudar também a divulgar mais o esporte popular não só no Brasil, como em todo mundo.
Para Lucena (2000), a década de 90 representa a grande mudança na trajetória do futebol de salão, pois a partir da fusão com o futebol cinco (prática reconhecida pela FIFA) surge então o "futsal", terminologia adotada para identificar esta fusão no contexto esportivo internacional.
Com sua vinculação a FIFA o futsal dá um grande passo para se tornar olímpico, tendo na olimpíada de Sidney, o momento mais marcante nesse sentido. Aliado ao que foi escrito anteriormente, observa-se um crescimento da modalidade em relação ao número de adeptos, principalmente crianças.
 
       Fundamentos

Voser (1999) fala que o trabalho da técnica é dividido em alguns fundamentos, esses fundamentos seriam: condução, passe, chute, domínio ou recepção, drible e finta, marcação e cabeceio, sendo esses fundamentos podendo ser usados por todos os atletas.
Já Lucena (2000) ainda lembra que temos as técnicas do goleiro que incluiríamos ainda alguns fundamentos específicos do goleiro, como; a empunhadura, a defesa alta, a defesa baixa, o arremesso e a saída de gol.
Voser (1999) ainda explica o que seriam esses fundamentos como;

Condução – É a ação de andar ou correr com a bola próxima ao pé por todos os espaços possíveis do jogo.



Passe – É o ato de entregar a bola diretamente ao companheiro ou lançá-la a um espaço vazio da quadra.
Chute – É a impulsão dada á bola comum dos pés, tendo como objetivo o gol adversário.
Domínio ou Recepção – Ação de receber a bola e deixá-la sob controle.
Drible ou finta – drible é ação de ultrapassar o adversário conduzindo a bola, já a finta é a ação exercida sem a bola, a fim de enganar o adversário.
Marcação – É a ação de impedir que o adversário receba a bola ou que o mesmo progrida pelo espaço do jogo.
Cabeceio – É o ato de golpear a bola com a cabeça.


Bibliografia:
ASPECTOS RELEVANTES NA INICIAÇÃO AO FUTSAL, RODRIGO CASARES ESTIGARRIBIA, Porto Alegre 2005

domingo, 6 de maio de 2012

Montanha é Bi-Campeão da copa norte 2012


Montanha é Bi-Campeão em cima do Santos em Barra de São Francisco

 

O Santos de Barra de São Francisco por ter realizado a melhor campanha na Copa Norte, obteve o direito de jogar a decisão final da competição no Estádio Municipal Joaquim Alves de Souza, neste domingo, 06 de maio, mas o time do Montanha acabou conquistando o titulo de campeão. Este é segundo titulo do Montanha na competição e a sua imensa torcida comemorou muito o Bi-Campeonato.

A torcida do Santos que compareceu em massa saiu do estádio cabisbaixo, pois não acreditavam que o Terror do Norte pudesse perder o titulo para o time visitante. Quase dois mil torcedores aproveitaram o domingo pela manhã para ver a decisão da Copa Norte. Mas dentro de campo a coisa não andou nada boa para lado santista, pois no primeiro tempo o Montanha dominou as ações na maior parte dos 45 minutos, onde o goleiro santista Geovane foi o grande herói da primeira etapa, fazendo defesas milagrosas, mas ele teve que ser substituído no inicio da segunda etapa devido a uma contusão no joelho sofrida ainda no primeiro tempo.

O Montanha teve um gol anulado, ainda no primeiro tempo pelo arbitro acertadamente. O time santista passou os 45 minutos iniciais tentando de chegar ao gol do Montanha, mas a coisa tava muito difícil e o Montanha só não abriu o placar por azar de seus atacantes e esbarrou ainda mais nas grandes defesas do goleiro Geovane.

Na segunda etapa o Santos voltou com mais disposição e foi para o ataque e teve duas grandes oportunidades, mas que foram salvas pelo goleiro Roger do Montanha. Mais uma vez foi o Montanha que levou perigo a meta santista onde Roniclei colocou uma bola no travessão, mas o goleiro Padeirinho que acabara de entrar no lugar de Geovane que saiu contundido, acabou fechando o gol santista. Mesmo o Montanha tendo o maior volume de jogo, seus atacantes não converteram e ouve empate em 0×0 durante os 90 minutos da partida. A decisão então foi para os pênaltis.

Nas cobranças de pênaltis o Montanha venceu pelo placar de 4×1. O gols de pênaltis pelo Montanha foram marcados por, Nei, Roniclei, Kenio e Dentinho. O Santos marcou com Gustavo, mas Luciano e Rainer desperdiçaram com duas defesas do goleiro Roger. No final jogadores e torcedores do Montanha fizeram a festa e soltaram o grito de é campeão. Foram entregues os troféus de campeão e vice ao artilheiro e medalhas aos atletas das duas agremiações, além de uma moto OKM ao campeão da competição.

O Santos jogou 09 partidas durante toda a competição e conseguiu 06 vitorias, dois empates e sofreu duas derrotas durante todo o campeonato. O time santista somou 20 pontos ganhos, marcou 19 gols e sofreu apenas 09 gols, mas mesmo com uma brilhante campanha não foi possível chegar ao Tri-Campeonato como estava previsto e os jogadores e torcedores tiveram que se contentar com o vice-campeonato.

O prefeito Waldeles Cavalcante e seu vice Paulo Cesar Andrade, secretários municipais, além de vereadores marcaram presença. Presente ainda Elcimar de Souza Alves e Enivaldo dos Anjos, presidente e patrono do clube, além do ex-deputado estadual Giuliano dos Anjos, ex-atletas do clube como: Bate Pau, Clevelande, Dilsinho, Paulo Pogito, Pogito, entre outros.

Mesmo sendo vice-campeão, o atacante Regilson do time santista foi o artilheiro da competição com 06 gols e levou o troféu de artilheiro e mais R$ 300 reais em dinheiro.





 Fonte: http://gazetadonorte.com/
 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Árbitro de futebol se desloca quase 10 km em 90 minutos de jogo




Praticamente um atleta, árbitro de futebol se torna top com 10 anos de carreira e pode ganhar R$3.000,00 por partida

Pendurar as chuteiras. O termo, que surgiu dentro dos campos, logo foi incorporado à linguagem popular para se referir à aposentadoria de um atleta. Em sua aplicação original, significa o momento em que o jogador de futebol decide parar de jogar, na maioria das vezes por não estar mais conseguindo apresentar os resultados que o time e a torcida esperam dele.
Mas e o árbitro, quando é o momento de decidir pendurar as chuteiras?

Na verdade, o árbitro não decide: decidem por ele. Existem idades limite para a atuação do árbitro em jogos oficiais, que variam conforme o país e a entidade que rege o esporte no território. Na Inglaterra, por exemplo, a idade máxima é 50 anos. Na FIFA, o limite é 45, mesmo teto do Brasil. Porém, a nova direção da comissão de arbitragem da CBF quer baixar o limite para 35 anos, decisão que vem gerando bastante polêmica no meio.

Alberto Inácio da Silva, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR), questiona essa resolução. Segundo ele, “essa medida é um contrassenso, já que a idade em que o árbitro geralmente começa a atuar é por volta dos 25 anos e, para se tornar um bom profissional, necessita de pelo menos 10 anos de prática”, diz.

Membro do Grupo de Pesquisa em Árbitro de Futebol, que investiga temas relacionados à preparação física do árbitro, como intensidade da atividade e gasto energético dentro da partida, Alberto Inácio defende que o importante é o profissional se manter em forma, o que é verificado através da realização de testes periódicos.

Estes testes, que antigamente eram realizados anualmente, passaram a acontecer 2 a 3 vezes por ano. Essa mudança na avaliação por si só já garantiu certo avanço, já que, quando o teste era anual, alguns árbitros se preocupavam com sua performance somente no período anterior à realização do exame. Agora eles são obrigados a manter o condicionamento físico ao longo do ano.
Árbitros brasileiros caminham mais do que correm

O próprio Alberto Inácio publicou matéria em que, reunindo o resultado de diversas pesquisas realizadas no Brasil e no resto mundo, constatou que o deslocamento médio dos árbitros durante uma partida é basicamente o mesmo, não importa o país: 9209 metros no Brasil, 9380 metros na Inglaterra, 9736 metros no Japão, 10070 metros na Dinamarca. Isso durante os 90 minutos regulamentares de jogo.
A diferença estaria na velocidade da passada: no Brasil, os árbitros caminham mais do que correm, enquanto que, na Europa, é o oposto.

O árbitro da CBF Rodrigo Cintra, que atuou 9 anos junto à Federação Paulista de Futebol e está atualmente no futebol baiano, já chegou a percorrer 14,1 km em uma única partida, sendo que os jogadores percorrem, da ala para o ataque, uma distância média de 12 km.

Formado em Educação Física, Cintra acumula mais de 500 jogos apitados, 100 deles só no Campeonato Brasileiro. Para se manter em forma, frequenta a academia ou praia 3 a 4 vezes por semana, procurando fazer um treino principalmente de manutenção cardio-respiratória.
Mercado de trabalho de um árbitro

A escalação dos árbitros é feita pelo presidente da entidade à qual são filiados, que decide a convocação juntamente com uma comissão.

Assim, para se chegar à primeira divisão do esporte, 70% do sucesso do árbitro depende de seu próprio desempenho; os outros 30% vão depender de indicação.

Os árbitros não recebem salário fixo, mas uma remuneração por partida. O valor da remuneração depende do tipo de competição: nos jogos amadores, varia entre R$ 20 a 30 por partida; nos jogos da primeira divisão do Brasileiro, sobe para R$ 2.500 a R$ 3.000,00 por partida.
Requisitos para se tornar árbitro de futebol

Ter mais de 18 anos, 2º. grau completo (não é necessário ter curso superior), e realizar curso oficial de arbitragem.

Antes de cada temporada, os árbitros devem realizar teste físico e teórico, uma forma de exigir que se mantenham em forma. Mas a manutenção do condicionamento físico é por conta de cada um. Somente as federações paulista e carioca oferecem programa de treinamento aos árbitros ligados a elas.

Uma exigência da CBF é que seus integrantes comprovem ter uma profissão ou, em outras palavras, outra fonte de renda.

Recentemente, a Federação Paulista passou a exigir também que seus integrantes realizem um curso de socorrista que ela própria oferece, numa parceria fechada com o Incor.
Curso de arbitragem

Os cursos não são padronizados, nem em termos de conteúdo, nem na forma. Alguns têm carga horária de 40 horas, outros de 80 horas, alguns duram 6 meses. O curso oferecido pela Federação Paulista de Futebol, considerado o melhor do país, tem duração de um ano.

No curso paulista, além das disciplinas teóricas, onde são estudadas as regras da modalidade, legislação esportiva, psicologia esportiva, etc, os participantes têm também matérias práticas. E, terminado o curso, atuam no campeonato sub 17 como árbitros. Somente depois desse “estágio” recebem a avaliação final, quando são autorizados a atuarem como árbitros ou bandeirinhas.

É possível arbitrar sem ter realizado o curso, porém somente em jogos amadores.

 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Handebol do Castro Alves conquista medalha de prata na Croácia




As atletas da equipe feminina de handebol do Colégio Castro Alves desembarcaram em Vitória na manhã desta segunda-feira (23) depois de representar o Brasil e as Américas no Campeonato Mundial de Handebol Escolar, realizado na Croácia. As capixabas encerraram sua participação com a medalha de ouro, perdendo apenas para a França na final por 25 a 23.

E a medalha prateada das meninas brilhou ainda mais devido ao feito histórico conquistado por elas, pois são as únicas representantes das Américas a chegar a final da competição.

O mais orgulhoso dos torcedores é o diretor do Colégio Castro Alves de Cariacica, Getúlio Azevedo. “Esse momento é um misto de tristeza e alegria, mas essas meninas são verdadeiras campeãs. Elas chegaram muito longe e mesmo com a medalha de prata merecem o reconhecimento pelo trabalho” afirma Getúlio.

O time comandado pelo técnico Emerson Elarcher chegou a decisão do mundial após ter vencido cinco jogos seguidos, sendo três da fase de classificação, um jogo das quartas de final e mais um da semifinal.

Nem mesmo a medalha de prata desanimou o diretor da escola que garantiu que o trabalho vai continuar, já que novas competições virão ainda neste ano, como Campeonato Brasileiro Escolar, nas categorias infantil e juvenil, além do Brasileiro de Clubes.

“Todo sonho tem que acreditar para se tornar realidade, nós acreditamos nesse trabalho e com os nossos resultados estamos mostrando que é possível fazer um trabalho de base sério e honesto, que o Brasil pode sim montar equipes de base tão boas quanto as Europeias. Precisamos é de apoio das autoridades para que possamos montar uma boa base para as Olimpíadas. Mas o trabalho não vai parar por aí, temos muita coisa ainda pela frente", concluiu.



Fonte: http://www.sesport.es.gov.br/default.asp
           http://www.fecade.org.br/index.php/img-fotos/mundial-de-handebol

segunda-feira, 23 de abril de 2012

QUALIDADES FISICAS EXIGIDAS EM UM JOGO DE HANDEBOL



Resistência

Resistência Muscular: Existem dois tipos de resistência muscular: a muscular geral e a muscular localizada.
A resistência muscular geral: refere-se a mais de um sétimo a um sexto da musculatura esquelética total, e é limitada pela capacidade dos sistemas respiratório e cardiovascular e pelo fornecimento de oxigênio. Esta resistência muscular geral é expressa em função do consumo máximo de oxigênio.

A resistência muscular localizada: refere-se a menos de um sétimo ou um sexto da musculatura esquelética total e é, paralelamente à resistência geral, determinada em grande parte pela força específica, pela capacidade anaeróbica e pelas formas limitantes da força como resistência de velocidade, resistência de força e resistência de força rápida, bem como pela especificidade das disciplinas para a coordenação neuromuscular. Em suma, a resistência muscular localizada é a capacidade que um músculo tem de realizar o maior número possível de movimentos em uma unidade de tempo.

Resistência aeróbica : Atua sob o ponto de vista da mobilização energética para o músculo. Na resistência aeróbica há oxigênio suficiente para a queima oxidativa de substâncias energéticas. São estímulos de média (2 a 8 minutos) e de longa duração (acima de 8 minutos) utilizando energia da glicose e dos ácidos graxos.

Resistência anaeróbica alática:  Mobilização energética sem utilização do oxigênio, em um espaço de tempo de 0 a 10 segundos, utilizando o fosfogênio como fonte de energia imediatamente disponível para o músculo.

Resistência anaeróbica lática: São estímulos de 10 segundos a 2 minutos, utilizando a quebra do glicogênio muscular com rapidez com uma taxa respectivamente alta de formação de lactato.

Força

Força dinâmica: Força que o sistema neuromuscular pode desenvolver por uma contração voluntária dentro de uma determinada seqüência de movimentos.

Força explosiva: Definição: Capacidade de desenvolver uma força num curto intervalo de tempo. A força explosiva depende da velocidade de contração das unidades motoras das fibras musculares. (f. exp. força X velocidade)

Velocidade:

Velocidade de movimento: É a capacidade de efetuar ações motoras num espaço de tempo mínimo; depende da mobilização dos processos nervosos, da explosão, elasticidade e relaxamento musculares, qualidade da técnica desportiva, força de vontade e mecanismos bioquímicos.

Velocidade de reação: Capacidade de reagir a um estímulo num menor espaço de tempo. É uma forma de velocidade pura e depende do sistema nervoso central e de fatores genéticos.

Coordenação: Também ligada diretamente ao sistema nervoso central, capacitam o atleta para ações motoras em situações previsíveis (estereótipos) e imprevisíveis (adaptação) e para o rápido aprendizado e domínio de movimentos no esporte, fazendo com que os mesmos sejam executados com economia e precisão.

Agilidade: Capacidade que o atleta tem em mudar de direção e sentido o mais rápido possível.

Flexibilidade 

Flexibilidade: Capacidade de um atleta em executar movimentos de grande amplitude, ou sob forças externas, ou ainda que requeiram a movimentação de muitas articulações.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Equipe feminina capixaba confirma classificação no Mundial de Handebol Escolar




A equipe capixaba feminina do Colégio Castro Alves, que está representando o Brasil e as Américas no Campeonato Mundial de Handebol Escolar, na Croácia, venceu nesta quarta-feira (18) a equipe da Turquia pelo placar de 30 a 23. A vitória garantiu o Brasil no primeiro lugar em seu grupo.

O adversário das quartas de final será a Áustria. O jogo será realizado nesta quinta-feira (19), às 9h30min no horário de Brasília. A competição termina no próximo sábado (20) e está sendo disputada no Condado de Varazdin, na Croácia.

A estreia na competição foi na última segunda-feira (16) e o Brasil venceu a Suécia por 22 a 14. No mesmo dia e com o mesmo placar, as meninas venceram a Croácia, o time da casa.

Na terceira partida, realizada no dia seguinte, a equipe venceu mais uma vez, agora, a Bélgica, por 36 a 14.

As meninas do handebol dão visibilidade ao Espírito Santo em nível mundial. Com o último jogo, garantiram a quarta vitória consecutiva na competição que é disputada por 23 países.  




Fonte: www.sesport.es.gov.br/default.asp


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Handebol




O handebol é muito parecido com o futebol, porém é jogado com as mãos, como diz o seu próprio nome em inglês: hand = mão e ball = bola. A bola pode ser deslocada durante o jogo através de passes, driblando ou dando até três passos sem driblá-la. Sendo que após receber um passe, driblar a bola e segurá-la não é permitido driblá-la novamente.
O jogo é iniciado no centro da quadra pela equipe que vencer o sorteio da posse de bola. A outra equipe deve ficar em sua área a três metros da bola. Após o apito do árbitro os jogadores podem movimentar a bola em qualquer direção. Durante a partida, entretanto, após ser marcado um gol, para nova saída, a equipe que sofreu o gol, uma vez posicionada corretamente, não precisa esperar o posicionamento defensivo da outra equipe. O objetivo do jogo de handebol é marcar gols, isto é, colocar a bola dentro da baliza do adversário.
 Vence a partida a equipe que, ao final, tiver marcado o maior número de gols. Poderá também haver empate. Uma equipe de handebol é composta por sete titulares e cinco reservas. Oficialmente, uma partida de handebol compõe-se de dois tempos com duração de trinta minutos cada um e intervalo de dez minutos. Cada equipe tem direito a um pedido de tempo de um minuto (time out) em cada meio tempo de jogo. Os jogos oficiais contam com a participação de dois árbitros, um secretário para fazer anotações e um cronometrista para marcar o tempo. Estes são os oficiais do handebol.
Uma equipe tem as seguintes posições: Goleiro (G), Armador (AC), Alas (AD - Direito e AE - Esquerdo) Pontas (PD - Direito e PE - Esquerdo) e Pivô (P)






Fundamentos do handebol

São movimentos fundamentais do handebol que são executados segundo um determinado gesto técnico que é a forma "correta" de execução de um movimento específico, descrito biomecanicamente. Por exemplo: O gesto técnico do passe de ombro no handebol - é a execução desse tipo de passe com o menor desperdício de energia, com a maior rapidez e velocidade, portanto com maior eficácia.
A seguir descreveremos os diversos fundamentos do handebol.
  1. Recepção - é a ação específica de receber, amortecer e reter a bola de forma adequada nas diferentes posições e situações em que o jogador for solicitado.
Deve ser feita sempre com as duas mãos paralelas e ligeiramente côncavas voltadas para frente. Recentemente os atletas utilizam-se comumente também da recepção com uma das mãos. Então, apesar da literatura específica sobre o método parcial haver considerado esse uso habitual recente como um erro, a prática atual e sua eficiência em diversas situações têm nos dado os elementos necessários para indicarmos o ensino e treinamento da recepção com uma das mãos como um elemento necessário para o jogo de handebol. A recepção pode ser classificada em: alta, média e baixa dependendo da altura que a bola seja recepcionada.
  1. Passe - é a ação de enviar e dirigir a bola ao companheiro, de forma correta, para facilitar a próxima ação. O passe e a recepção são técnicas utilizadas pelos jogadores na preparação da finalização, ou seja, na colocação de um companheiro em condições favoráveis de arremessar a bola em direção ao gol adversário.
Os tipos de passes podem ser classificados da seguinte maneira:

·         Passes acima do ombro: podem ser realizados em função da trajetória da bola para frente ou oblíquo, sendo que ambos podem ser: retificado ou bombeado.
·         Passes em pronação: lateral e para trás.
·         Passes por de trás da cabeça: lateral e diagonal.
·         Passes por de trás do corpo: lateral e diagonal.
·         Passe para trás: na altura da cabeça com extensão do pulso.
·         Passe quicado: quando a bola toca o solo uma vez antes de ser recepcionado pelo companheiro, nesse tipo de passe a bola é atirada ao solo em trajetória diagonal.

  1. Arremesso - é a ação de enviar a bola em direção ao gol adversário, aplicando um forte impulso (força) na mesma, para dificultar a ação do goleiro, procurando que ela adentre ao gol, tendo como objetivo, assim, a marcação de um gol.
Os arremessos podem ser classificados em função da forma de execução:
·         Com apoio - significa que um dos pés do arremessador ou ambos esteja(m) em contato com o solo.
·         Em suspensão - significa que no momento do arremesso não há apoio de nenhum tipo do arremessador com o solo.
·         Com queda - significa que após a bola ter deixado a mão do arremessador, o mesmo realiza uma queda, normalmente a mesma se dá dentro da área adversária e de frente - arremesso bastante comum entre os pivôs e eventualmente entre os pontas.
·         Com rolamento - significa que após a bola ter deixado a mão do arremessador, o mesmo realiza um rolamento, na maioria das vezes um rolamento de ombro. Este tipo de arremesso é mais comum entre os pontas e eventualmente por pivôs.
  1. Drible - é a ação de impulsionar e dirigir a bola em direção ao solo, uma ou mais vezes, sem perder o controle da mesma. O drible serve para progredir na quadra ou reter a bola em situação especial.
Ritmo Trifásico - (conhecido entre os atletas como "3 passadas") é considerado pela literatura específica do método parcial como um fundamento onde o jogador dá três passos à frente e em direção a meta adversária com a posse da bola.

Duplo Ritmo Trifásico - (conhecido entre os atletas como "dupla passada") é considerado pela literatura específica do método parcial como um fundamento onde o jogador dá "sete" passos com a posse da bola, sendo obrigatoriamente realizados à frente, da seguinte forma: os três primeiros passos são dados com a posse da bola imediatamente após ter recebido a mesma, e simultaneamente na execução do quarto passo o jogador terá que quicar a bola no solo uma vez, tornar a empunhá-la e dar mais três passos com a bola dominada. Ao final do sétimo passo ele terá obrigatoriamente que passar ou arremessar a bola. A literatura indica que o primeiro passo deverá ser executado com a perna contrária ao braço que realizará o arremesso.
  1. Finta - é a ação que o jogador realiza, de posse de bola, para dirigir os movimentos do defensor numa direção falsa, desviando a sua atenção da própria real intenção, causando-lhe o desequilíbrio. A finta tem como objetivo enganar e passar pelo adversário além de desorganizar a defesa.
  1. Progressão - é a ação de deslocar-se na quadra, movimentando-se de um lugar a outro, de posse da bola, obedecendo às regras do jogo no que diz respeito ao manejo da bola. 


Regras e penalidades do handebol

A área de goleiro

No handebol, a área de goleiro é tão importante que quase todo o jogo depende dela. O próprio goleiro de uma equipe pode sair da sua área e jogar como qualquer jogador, desde que não tenha a bola em seu poder no momento de saída da área.

Fora de sua área, o goleiro é considerado um jogador de quadra e está sujeito às mesmas regras que os demais. Pode voltar para sua área a qualquer momento.

Ao jogador é permitido barrar com o tronco o caminho do adversário, mesmo que ele não esteja com a posse de bola.

As principais faltas do jogador são:
·         Agarrar, empurrar, segurar o adversário;
·         Invadir a área de goleiro;
·         Usar os pés para apossar-se da bola ou defender-se;
·         Ficar com a bola na mão por mais de três segundos;
·         Dar mais de três passos sem bater ou passar a bola.

A primeira coisa que você deve saber é que somente o goleiro tem o direito de permanecer em sua área. A área de goleiro é violada sempre que um jogador (adversário ou não):

Invade-a propositadamente;

Pisa ou cai sobre a linha de área de goleiro com qualquer parte do corpo, e se beneficia desta ação.
Então, se durante o jogo a bola chegar até a área de goleiro, poderá ser devolvida à quadra somente pelo goleiro. É proibido a qualquer outro jogador tocar na bola que ali se encontrar, parada ou rolando ou mesmo com o próprio goleiro.

Tiro Lateral

No centro da quadra, o árbitro apitou, dando início à partida, e a bola foi passada para um companheiro. O jogador recebeu a bola, conduziu até a quadra adversária e arremessou. A bola foi interceptada por um adversário e saiu pela linha lateral ou linha de fundo. Um tiro lateral será assinalado pelo árbitro. A bola será reposta em jogo por um jogador que, colocando com um ou os dois pés sobre a linha de lateral, a passa a outro companheiro. Desde que o jogador se mantenha com um pé sobre a linha lateral, poderá fazer a reposição de qualquer maneira, mas de preferência com uma das mãos. No handebol, para cobrar qualquer penalidade o jogador não pode tirar o pé de apoio do chão.

Tiro Livre

Se um jogador, de posse da bola, é agarrado quando tenta infiltrar-se entre seus adversários, o árbitro marca a infração e determina o tiro livre.

Na cobrança do tiro livre os jogadores da defesa podem ficar alinhados um ao lado do outro, com os braços levantados, formando uma barreira. Devem estar a uma distância igual ou superior a três metros em relação ao atacante com a bola.

O tiro livre é cobrado da linha de tiro livre quando a infração ocorre nas intermediações da área de goleiro. Pode ser executado sem esperar a autorização do árbitro e a formação de barreira. Porém se o árbitro apitar, o arremesso deverá ser executado dentro do tempo de três segundos. Caso se esgote o tempo, será cobrado tiro livre pelo adversário.

Durante a execução do tiro livre, nenhum jogador da equipe que está de posse da bola poderá ficar entre a linha de gol e a linha de tiro livre. Além disso, ao jogador atacante não é permitido atirar a bola contra a barreira. O jogador poderá arremessar ao gol, por cima ou pelo lado da barreira, desde que não ameace a integridade física do adversário. Essas infrações são punidas com tiro livre.

O tiro livre é aplicado quando o jogador:

·         Toca a bola com os pés
·         Entra e sai irregularmente da quadra;
·         Maneja a bola irregularmente;
·         Comete infração nas imediações da área de gol;
·         Agarra, empurra ou segura o adversário;
·         Dá mais de três passos com a bola na mão;
·         Soca a bola para tirá-la do adversário;
·         Atira-se sobre a bola que está rolando.

Quando as infrações não são cometidas nas imediações da área de goleiro, o tiro livre é cobrado do local exato onde ocorreu à infração.

Tiro de sete metros

Quando o jogador se conduz irregularmente, agarra o adversário para impedir clara oportunidade de marcar gol ou lança intencionalmente a bola para o goleiro da própria equipe, é aplicada a penalidade do tiro de sete metros.

Algumas recomendações para o tiro de sete metros:

a) O tiro de sete metros deverá ser executado pelo jogador em até três segundos;
b) Na cobrança do tiro de sete metros o jogador não poderá tirar o pé de apoio do chão; No entanto, é permitida a queda do corpo para frente;
c) Após o apito do árbitro, o jogador não poderá bater a bola no chão;
d) Se o jogador que cobrar o tiro de sete metros infligir qualquer uma das regras acima, a execução será invalidada e será cobrado um tiro livre contra a equipe do infrator;
e) Os jogadores da equipe adversária não poderão ultrapassar a linha de tiro livre até que o tiro de sete metros seja cobrado. Se isto acontecer, haverá repetição da cobrança do tiro de sete metros.

Exclusão

Uma exclusão deve ser dada nos seguintes casos:

a) Substituições irregulares;
b) Repetidas infrações no comportamento para com o adversário;
c) Conduta antidesportiva repedida por parte de um jogador.
A exclusão será sempre de dois minutos de jogo, durante os quais o jogador punido não poderá ser utilizado. Sua equipe só poderá ser completada depois de esgotado o tempo de punição. Se um mesmo jogador for excluído por três vezes, será desqualificado automaticamente.
A equipe cujo jogador tenha sido desqualificado jogará com um elemento a menos durante um período de dois minutos. Passado este tempo, a equipe pode colocar outro em seu lugar.

Expulsão

A expulsão será dada em caso de agressão dentro ou fora da quadra. Considera-se motivo de expulsão uma agressão física cometida contra um jogador, árbitro, secretário e demais oficiais ou espectador.
O árbitro anuncia a expulsão elevando os antebraços cruzados na altura da cabeça. O jogador expulso não será substituído.

Histórico do Handebol:
http://proffelipedutra.blogspot.com.br/2012/03/handebol.html

Vídeos de Handebol:
http://www.youtube.com/georgiomirandaalves

Fonte:  
http://www.webartigos.com/artigos/handebol/4152/